
Nas últimas semanas assisti à dois filmes muito interessantes que, apesar de terem enredos bastante diferentes, possuem um ponto em comum. Um amor exagerado por alguém do sexo oposto.
O primeiro foi “O Amor nos Tempos do Cólera” da obra de Gabriel García Márquez que narra a história de amor de um homem por uma mulher por mais de 5 décadas. Essa descrição não parece tão surpreendente até se ter o conhecimento de que ele nunca teve um contato mais próximo de sua amada a não ser por cartas e olhares apaixonados. O filme revela todo o romantismo do personagem principal e a busca incessante pelo amor de uma mulher que segue a própria vida e casa-se com outro homem. Para o personagem principal a falta de convivência com a mulher desejada não foi motivo suficiente para que a esquecesse. E já na terceira idade ainda luta por aquela mulher.
O outro filme foi “Bem Me Quer Mal Me Quer” com Audrey Tautou. Aquela atriz francesa que fez o papel principal em “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. Ela também atuou ao lado de Tom Hanks em “O Código Da Vinci”. O filme é bem recortado nas cenas o que dá ao espectador a certeza de estar assistindo à um caso de paixão elouquecida de uma jovem artista plástica por um médico casado. Ao contrário de “O Amor nos Tempos do Cólera”, “Bem Me Quer” tem um final dramático e impressionante.
Excessos de amor, paixões desenfreadas, ciúmes incontroláveis e uma valorização em torno dessas pessoas românticas, extremamente sensíveis e provavelmente inseguras são muitas vezes a tônica de grandes histórias de amor. Mas o que será que leva uma pessoa à cometer atos radicais quando não é correspondida no amor? Sempre se sofreu por esse motivo. E esse sofrimento serve como prova ao outro da imensidão do amor verdadeiro que se sente. E com a mesma intensidade é o que se quer como troca. Paixão na mesma medida. Não ser correspondido é ameaçador. A intensidade com que isso se manifesta é assustador. O amor passa a ser uma exigência. Na verdade, as pessoas não se esqueceram de amar, porém algumas fazem disso uma forma torturante de viver. E o que vem como excesso pode se transformar em patologia. São os casos de erotomania. Nos romances e nos noticiários as mulheres aparecem como loucas e desatinadas. Mas os homens também sofrem e matam por amor.








